Feeds:
Posts
Comentários

Entenda a crise da dívida dos EUA e como isso afeta o Brasil

Governo tem até 2 de agosto para conseguir ampliar teto da dívida do país.
Eventual calote dos EUA teria efeitos também para o mercado brasileiro.

Do G1, em São Paulo

O governo dos Estados Unidos está correndo contra o tempo para não colocar em risco sua credibilidade de bom pagador. Se até o dia 2 de agosto o Congresso não ampliar o limite de dívida pública permitido ao governo,  os EUA podem ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, há risco de calote – que seria o primeiro da história americana.

A elevação do teto da dívida permitiria ao país pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios.

Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões, que é o valor máximo estabelecido por lei.

Isso porque, nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em pronunciamento na Casa Branca que a falta de um acordo que permita elevar o teto da dívida do país trará problemas sérios à economia. (Assista, no video ao lado, o comentário de Miriam Leitão sobre  a situação econômica dos EUA)

Um eventual calote do país que é considerado o pagador mais seguro do mundo teria efeitos também para o Brasil: por exemplo, encareceria o custo de financiamento para bancos e empresas brasileiras, valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que espera “sensatez” do governo e de políticos norte-americanos para solucionar o impasse sobre a negociação da dívida dos EUA

Entenda os pontos mais importantes das negociações.

Debate e negociações

Barack Obama participa de reunião com líderes do congresso para debater a elevação do teto da dívida. (Foto: Mandel NGAN/AFP) Obama em reunião com líderes
do congresso para debater o teto da dívida.
(Foto: Mandel NGAN/AFP)

O presidente Barack Obama e os demais representantes do governo têm lutado nos últimos dias para convencer o Congresso a ampliar o limite de envididamento permitido ao governo.

Cinco rodadas de conversações na Casa Branca não produziram nenhum acordo, mas geraram disputas partidárias. As negociações devem ser retomadas no fim de semana.

Essa negociação é comum no Congresso americano, onde ocorre de forma periódica desde 1917 (data em que foi estabelecido um limite legal para o endividamento do país). Desta vez, no entanto, a renegociação do teto da dívida enfrenta um impasse.

O que é a dívida dos EUA

Notas de Dólar (Foto: AFP)(Foto: AFP)

Assim como outros países  – inclusive o Brasil -  o Tesouro norte-americano emite no mercado financeiro papéis respaldados pelo governo para financiar as atividades do governo federal, como pagamento de funcionários e fundos de previdência.

No caso dos EUA, os  títulos são conhecidos como Treasuries, comprados por investidores do mercado financeiro que  são remunerados com juros: os títulos americanos são considerados os mais seguros do mundo e, por isso, atraem tantos investidores interessados em comprar seus papéis.

Para quem os EUA devem

Chinês conta notas de dólar perto de notas de iuan. (Foto: AFP)Chinês conta notas de dólar perto de
notas de iuan. (Foto: AFP)

Brasil, China, Japão, Reino Unido e os países exportadores de petróleo estão entre os maiores credores estrangeiros que detêm 32% dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos.

Segundo os números do Departamento do Tesouro, a dívida pendente dos EUA somava, no último dia 30 de junho, US$ 14,3 trilhões, dos quais US$ 4,6 trilhões eram “pastas intergovernamentais” e US$ 9,7 trilhões eram dívidas nas mãos do público.

Os EUA devem somente ao Brasil a quantia de US$ 187 bilhões. O maior credor do país é a China, com US$ 1,1 trilhão, seguida pelo Japão com US$ 882,3 bilhões, o Reino Unido com US$ 272,1 bilhões e os exportadores de petróleo com US$ 211,9 bilhões.

Outros grandes detentores de bônus e títulos da dívida americana são os bancos radicados no Caribe, que acumulam títulos no valor de US$ 169 bilhões, Taiwan com US$ 155 bilhões, Rússia com US$ 151 bilhões, Hong Kong com US$ 135 bilhões e Suíça com US$ 107 bilhões

Por que a dívida está tão alta

Homem se apoia na parede da sede do Lehman Brothers em NY, em 15 de setembro de 2008. (Foto: Nicholas ROBERTS/AFP)Homem se apoia na parede da sede do Lehman
Brothers em NY, em 15 de setembro de 2008.
(Foto: Nicholas ROBERTS/AFP)

O alto nível de endividamento dos EUA ainda reflete, entre outros fatores, efeitos da “ressaca” da crise financeira desencadeada em 2008 pela quebra do banco Lehman Brothers. Isso porque, em tempos de recessão, um país precisa de mais dinheiro para estimular a economia.

No caso dos EUA, o país emitiu mais papéis para ter dinheiro para evitar a falência de empresas e bancos em dificuldades, isentar  e reduzir alguns impostos, e pagar benefícios sociais como seguro-desemprego, mais necessários em épocas de demissões e cortes de pessoal.

A decisão de socorrer setores da economia que estavam em risco de falência endividou não só os EUA, mas de outros países que hoje enfrentam problemas com a dívida: Grécia, Irlanda e Itália, por exemplo.

Antes disso, os EUA já haviam gastado muito dinheiro ao longo dos anos para financiar guerras e ações militares. Iniciadas há quase dez anos, após os atentados de 11 de setembro de 2001, as operações norte-americanas no Afeganistão custam atualmente mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,1 bilhões) por semana aos cofres americanos, o que tem despertado cada vez mais críticas, tanto de republicanos quanto de democratas.

Obama X oposição

Barack Obama, em pronunciamento (Foto: Reuters)Barack Obama, em pronunciamento (Foto: Reuters)

Por trás da discussão em torno dos números da dívida, há uma disputa política entre parlamentares do governo e da oposição, como explica o economista Miguel Daoud, da Global Financial Advisor.

A oposição republicana, adversária política de Obama, exige que o aumento do limite seja vinculado a cortes maiores no orçamento americano dos que os desejados pelo governo democrata, com medidas como aumento de impostos e corte de benefícios sociais, que poderiam afetar a vida do cidadão americano comum.

“Como o Obama está prestes a começar uma campanha para reeleição, a oposição está exigindo cortes em setores da economia que vão afetar a popularidade do presidente”, avalia Daoud. A popularidade de Obama está baixa nos EUA, embora tenha tido um fôlego temporário com a morte de Osama Bin Laden.

O presidente norte-americano, por outro lado, quer sair do impasse sem frear ainda mais a economia. Obama disse concordar com maiores cortes de gastos e quer que os republicanos aceitem algum aumento de impostos sobre os norte-americanos mais ricos. Eles recusam.

E se o teto da dívida não for elevado?
Segundo uma pesquisa do centro de estudos Bipartisan Policy Center (BPC), os gastos federais podem ter que ser reduzidos em até 44% em agosto. O governo federal tem cerca de US$ 306,7 bilhões em obrigações a pagar no mês, a partir do dia 3. No mesmo período, a estimativa é de que a arrecadação seja de US$ 172,4 bilhões, o que obrigaria o governo a priorizar pagamentos.

O estudo mostra que os recursos arrecadados seriam suficientes apenas para pagar os juros da dívida, os planos de assistência médica Medicare e Medicaid, a previdência social, seguro desemprego e contratos de defesa. Sem cortes nesses setores, não haverá dinheiro para manter as próprias estruturas de governo, como departamentos de Justiça, Comércio e Trabalho; pagar salários, exército, programas educacionais e de moradia para as classes mais baixas.

Fama em risco
A agência classificadora de risco Moody’s anunciou nesta quarta-feira (13) que considera baixar a nota da dívida dos Estados Unidos, que atualmente se encontra no melhor patamar possível, em “Aaa”. O mesmo aviso foi dado pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P).

Na prática, isso significaria aos EUA , que atualmente são referência de pagamento seguro no mundo, e têm, na avaliação das agências de classificação, risco praticamente nulo de calote.

Reclamação da China

Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China. (Foto: AFP)Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações
Exteriores da China. (Foto: AFP)

A China, maior credor dos EUA com US$ 1,1 trilhão em bônus,  pediu que os Estados Unidos adotem medidas mais responsáveis a fim de proteger os interesses dos investidores nos títulos do Tesouro americano (Treasuries). 

“Nós esperamos que o governo norte-americano adote políticas responsáveis para proteger os interesses dos investidores”, disse Hong Lei, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China.


O que isso tem a ver com o Brasil

Consumidores pesquisaram preços. (Foto: Daigo Oliva/G1)Consumidores pesquisam preços de eletrônicos.
(Foto: Daigo Oliva/G1)

Na avaliação do economista Miguel Daoud, da consultoria Global Financial Advisor, um eventual calote dos EUA teria impactos econômicos  no Brasil, que vive momento de dólar baixo e forte consumo de importados.

Encareceria o custo de financiamento para bancos e empresas brasileiras, que precisam captar dinheiro no exterior; valorizaria o dólar e aumentaria o preço dos importados, o que geraria inflação; causaria também, consequentemente, a necessidade de se aumentar ainda mais os juros para controlar os preços.

“Geraria inflação com o importados, resultaria em aumento juros e aumentaria a proporção dívida/PIB”, estima Daoud que, embora não descarte essa hipótese, considera improvável que um acordo entre governo dos EUA e Congresso não seja alcançado.

Com informações da Reuters, da BBC, da AFP e de agências internacionais

Fonte http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/entenda-crise-da-divida-dos-eua-e-como-isso-afeta-o-brasil.html

Comissão de organização da Rio+20 se reúne em Nova York

RFI

A comissão que está organizando os preparativos para a conferência Rio 2012, a Rio + 20, se reuniu nesta terça-feira na ONU, em Nova York. O evento vai marcar os 20 anos da ECO-92 , também conhecida como Cúpula da Terra.

Discutir a economia verde aliada ao desenvolvimento sustentável será o grande assunto da conferência, programada para acontecer no Rio de Janeiro, de 4 a 6 de junho de 2012. A data foi confirmada nesta terça-feira pela comissão preparatória do evento.

De acordo com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, diretor-geral do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, a Rio 2012 pretende reunir representantes do mundo inteiro para repensar como devem ser as ações relacionadas ao cuidado do planeta, dos pilares que reúnem o social, o econômico e o meio ambiente.

Devem estar em pauta assuntos como as crises energética, alimentar, financeira e a recessão global. A intenção da equipe brasileira é realizar a Rio + 20 em armazéns portuários do Rio de Janeiro, mesmo local onde aconteceu o Fórum Urbano Mundial, em 2010, no Pier Mauá, próximo ao aeroporto Santos Dumont. E os próximos 14 meses serão para pensar tudo que irá acontecer nos três dias da cúpula.

Os organizadores também garantem que segurança não será problemas, já que são esperadas 50 mil pessoas e o Rio está acostumado a sediar eventos bem maiores, como o carnaval, que levou às ruas mais de 850 mil pessoas.

A correspondente da RFI em Nova York esteve na reunião e conversou com a delegação brasileira. Ouça a reportagem dela:

http://www.portugues.rfi.fr/ciencias/20110309-comissao-de-organizacao-da-rio20-se-reune-em-nova-york

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados completa, nesta terça-feira (14), 60 anos de existência. O chefe da agência, António Guterres, fez um apelo para que os problemas mundiais referentes ao deslocamento e à apatridia ganhem destaque. Em discurso na sede da agência, em Genebra, ele advertiu que novos fatores estão causando deslocamentos forçados.

“Tradicionalmente, o Acnur sempre apoiou os refugiados, pessoas que cruzavam uma fronteira devido a conflitos ou perseguições”, disse. “Mas, hoje, vemos que mais e mais pessoas cruzam fronteiras por causa de pobreza extrema, do impacto das mudanças climáticas, e devido à interrelação desses elementos com conflitos. Então, existem novos padrões de deslocamento forçado, e a comunidade internacional precisa ser capaz de lidar com esses desafios.”

Guterres ressaltou os deslocamentos originados na Somália e no Afeganistão como exemplos de problemas de refugiados do século XXI que alcançam inúmeras fronteiras e cujas soluções requerem abordagens novas e globalizadas.

A Acnur foi criada em 1950 pela Assembléia Geral da ONU, com o objetivo de lidar com a situação dos refugiados na Europa, no período pós-Segunda Guerra Mundial. Seu trabalho se expandiu rapidamente, e em 1956 enfrentou sua primeira grande emergência internacional com o fluxo massivo de refugiados vítimas da repressão da Revolução Húngara por forças soviéticas.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/12/agencia-da-onu-para-refugiados-faz-60-anos-veja-galeria-comemorativa.html

II Seminário de GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO E DIREITO INTERNACIONAL – Aspectos Geopolíticos Contemporâneos, Determinantes Jurídicos e Perspectivas Brasileiras – 30 de julho de 2010

No dia 30 de julho, entre 1330h e 1630h, será realizado, no Auditório Tamandaré desta Escola, o II Seminário de “GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO E DIREITO INTERNACIONAL – Aspectos Geopolíticos Contemporâneos, Determinantes Jurídicos e Perspectivas Brasileira, sobre responsabilidade da AE-III-(POLÍTICA E ESTRATÉGIA).

O Seminário desenvolver-se-á por meio dos seguintes palestrantes:

• Professor-Doutor JOÃO EDUARDO DE ALVES PEREIRA (UERJ);

• Professor-Doutor LIER PIRES FERREIRA (UGF); e

• Professora-Doutora FERNANDA DELGADO (UFRJ).

Com uma fase expositiva e outra de debates. Será cumprida a programação: 1330h-1340h – Abertura

1340h-1420h – 1ª Conferência

1420h-1500h – 2ª Conferência

1500h-1520h – Intervalo

1520h-1600h – 3ª Conferência

1600h-1630h – Debates

O Traje para militares será o uniforme 5.5 (branco de verão) ou equivalente e para civis será esporte fino.

Maiores esclarecimentos, pelo Tel. 2295-7882 (Ramal 9194 ou 9159), 2543-9449 ou RETELMA 8121-9194.

MINSK – O presidente da Bielo-Rússia Alexandre Lukashenko ordenou nesta terça-feira, 22, o corte de do transporte de gás russo para a Europa que passa por seu país, que se viu privado de uma parte do combustível por causa de uma briga financeira com Moscou, indicou o porta-voz do mandatário.

“O presidente bielo-russo ordenou o corte do transporte do gás russo através da Bielo-Rússia”, declarou Pavel Liogki, de acordo com informações da agência de notícias AFP.

“As declarações dos dirigentes russos humilham o povo bielo-russo, que tem um dívida com a Gazprom, que por sua vez tem um dívida com a Bielo-Rússia”, disse o presidente Lukashenko durante um encontro com o chanceler russo Serguei Lavrov.

A gigante do gás russo Gazprom anunciou que a partir desta terça reduzirá em 30% suas entregas de gás à Bielo-Rússia, devido a uma dívida não paga. Na segunda, já havia reduzido seu fluxo em 15%.

União Europeia

A Comissão Europeia pediu nesta terça para Rússia e Bielo-Rússia respeitaram suas “obrigações contratuais”, segundo a AFP.

“Esperamos que o transporte de gás não seja afetado e que as obrigações contratuais sejam respeitadas”, declarou à imprensa uma porta-voz da Comissão Europeia.

“Seguimos a situação e estamos em estreito contato com as autoridades da Rússia e da Bielo-Rússia”, acrescentou a porta-voz, assegurando que “por agora” Bruxelas não dispõem de “nenhuma informação sobre os problemas de fornecimento nos Estados membros” da União Europeia.

Cerca de 6,25% do consumo total de gás da UE (equivalente a 20% das exportações de gás russo ao bloco) transita pela Bielo-Rússia, segundo a Comissão Europeia.

A porta-voz sublinhou que a Rússia pode desviar o fluxo destinado a Europa por outras vias. A maior parte do gás russo circula pela Ucrânia.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,presidente-bielo-russo-ordena-corte-de-gas-russo-para-a-europa,570306,0.htm

O porta-voz da Presidência de Belarus, Pavel Liogki, disse que o presidente Alexandre Lukashenko ordenou nesta terça-feira (22) o fechamento dos gasodutos que levam gás da Rússia para a Europa.

De acordo com Liogki, a medida é uma represália à decisão russa de privar Belarus de parte do combustível por causa de uma disputa financeira com Moscou.

- O presidente bielo-russo ordenou cortar o trânsito de gás russo através da Belarus.

Durante encontro com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, Lukashenko disse que a redução no suprimento de gás humilha o povo de Belarus, que tem uma dívida com a companhia russa Gazprom.

O porta-voz da Gazprom, Serguei Kupriyanov, disse que a empresa de gás Belarus já havia ameaçado desviar em proveito próprio o gás russo destinado à Europa que transita por seu território.

- A carta que recebemos do vice-primeiro-ministro bielo-russo, Vladimir Semashko, conclui com uma ameaça de que, em caso de maiores cortes de abastecimento de gás a Belarus, eles começarão a tirar gás dos gasodutos de trânsito para a Europa.

A Gazprom anunciou que, a partir desta terça-feira, reduzirá em 30% sua exportação de gás para a empresa Belarus devido a uma dívida não paga. Nesta segunda-feira (21), os cortes já haviam chegado a 15%.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/belarus-interrompe-envio-de-gas-russo-a-europa-20100622.html

Um terminal seria construído no Rio para aproveitar a rede de dutos entre os dois países

O governo da Bolívia estuda exportar gás natural para a Europa pelo Brasil, com a construção de um terminal de liquefação de gás, possivelmente no Rio de Janeiro. A informação foi dada nesta segunda-feira (24) pelo presidente da estatal GTB (Gas Transboliviano), operadora do trecho boliviano do Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil), Cristian Sandoval. Segundo ele, a exportação de GNL (gás natural liquefeito) para a Europa é uma das alternativas em estudo para aproveitar a extensa rede de dutos entre os dois países após o fim do contrato de exportação de gás para o Brasil, em 2019.

- O contrato acaba em nove anos e nove anos são considerados curto prazo para a indústria de gás.

Segundo Sandoval, que participou do que fórum Gás Summit, no Rio, o objetivo prioritário é renovar o contrato com a Petrobras, que prevê o envio de 30 milhões de metros cúbicos por dia ao Brasil. No entanto, alternativas começam a ser trabalhadas, caso a estatal não deseje a renovação.

Nesse esforço, a GTB abrirá no fim do ano seu primeiro escritório brasileiro, em São Paulo, para prospectar clientes diretos para o gás boliviano. Uma segunda unidade será aberta depois no Rio. De acordo com o executivo, a possibilidade de exportações de GNL já começou a ser discutida com a Petrobras

- São Paulo é o maior mercado para o gás boliviano. Precisamos estar perto dos clientes. A Europa é um grande mercado e busca alternativas para reduzir a dependência da Rússia.

Com grande potencial de reservas de gás, a Bolívia é hoje dependente dos mercados brasileiro e argentino, além de buscar um contrato de exportação com o Paraguai. Mesmo assim, disse Sandoval, a tendência é que o Gasbol fique ocioso a partir de 2019 e, com o investimento amortizado, pode trazer gás barato para a costa brasileira. O esforço boliviano inclui ainda a busca por consumidores no Centro-Oeste, que dificilmente serão abastecidos por gás do pré-sal.

O presidente da YPFB (estatal boliviana de petróleo), Carlos Villegas, já esteve no Mato Grosso para iniciar negociações com o governo local. Há no Estado uma usina térmica construída para operar com gás da Bolívia que, atualmente, está parada por falta de acordo entre os bolivianos e os donos da usina, a americana Ashmore. A ideia, diz Sandoval, é retomar as vendas para a térmica, de 2,2 milhões de metros cúbicos por dia, além de desenvolver o mercado de GNV (gás natural veicular) na região. O local registra preços mais altos de combustíveis, por conta da distância em relação às principais refinarias brasileiras.

- Podemos até nos tornar investidores no Brasil, nos segmentos de energia e de outros produtos.

A Bolívia tem um plano de investimentos de R$ 15,80 bilhões (US$ 8,5 bilhões) no setor de petróleo e gás. O país espera ampliar sua produção para até 80 milhões de metros cúbicos por dia em 2015.

Fonte: http://noticias.r7.com/economia/noticias/bolivia-cogita-usar-brasil-para-exportar-gas-a-europa-20100524.html

Bloco pede que país entregue criminosos da Guerra da Bósnia ao tribunal de Haia

BRUXELAS – A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, elogiou nesta quarta-feira, 31, o pedido de desculpas formal emitido pelo Parlamento da Sérvia sobre o Massacre de Srebrenica, quando tropas da antiga Iugoslávia mataram 8 mil muçulmanos em um vilarejo durante a Guerra da Bósnia.

Stringer/Reuters
Stringer/Reuters
Presidente sérvio, Boris Tadic, tenta aproximação com a UE

Segundo Ashton, a medida é uma medida chave para a reconciliação nos Bálcãs. “É um passo importante para o país. É hora de enfrentar o passado. É um processo difícil, mas essencial para a sociedade sérvia”, afirmou em comunicado.

A UE também pediram a colaboração da Sérvia em cooperar plenamente com o Tribunal Penal Internacional (TPI) e entregar os últimos acusados de crimes de Guerra durante a desintegração da Iugoslávia nos anos 90. Entre eles está Ratko Mladic, ex-general acusado de comandar o massacre de Srebrenica.

“São elementos cruciais para a estabilidade e a reconciliação da região e para o ingresso da Sérvia na UE”, acrescenta o texto.

O Massacre de Srebrenica aconteceu em julho de 1995, no final da Guerra da Bósnia (1992-1995), quando tropas servo-bósnias ocuparam a cidade e mataram 8 mil muçulmanos.

No final da noite de terça-feira, o Parlamento sérvio aprovou um pedido formal de desculpas pelo massacre, embora sem caracterizá-lo de genocídio.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ue-elogia-servia-apos-pedido-de-desculpas-por-massacre-de-srebrenica,531936,0.htm

Submarino se junta a caças e fragata para defender arquipélago; EUA pedem diálogo com Argentina

estadao.com.br

//

BUENOS AIRES - O ministério da Defesa do  Reino Unido anunciou nesta quarta-feira, 24, o envio de um submarino para aumentar a capacidade de defesa nas ilhas Malvinas (Falklands), em meio a uma tensão diplomática com a Argentina devido ao início da exploração de petróleo na região.

Veja também:

video TV Estadão: Crise faz crescer alerta militar

blog Ariel Palácios: Ovelhas, pinguins, minas e muito petróleo

lista Arquivo Estado: Guerra afetou relação entre argentinos e britânicos

lista Arquivo Estado: Apoio à Argentina reflete tradição da diplomacia brasileira

De acordo com o jornal The Times, o submarino ainda não chegou ao arquipélago. A fragata britânica HMS York vai permanecer nas águas do arquipélago, segundo confirmou o Ministério de Defesa, em Londres. A defesa aérea das ilhas foi reforçada no ano passado com a chegada de quatro caças Typhoon, destaca o jornal.

Segundo fontes britânicas, o primeiro-ministro, Gordon Brown, e o Ministro de Exteriores, David Miliband, vão esperar a manifestação da ONU, para onde o governo argentino levou a disputa, antes de entrar em contato com Buenos Aires.

Fontes diplomáticas britânicas disseram ao The Times que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, está forçando o conflito por razões de política interna. “É sobretudo uma campanha de relações públicas, não um esforço legal ou diplomático sério”, disse uma das fontes ao periódico.

O The Times informa ainda que entre os habitantes das Malvinas há uma sensação de “decepção” pela nova disputa em torno da soberania e pelo início da prospecção petrolífera em águas do arquipélago. “Reina a impressão de que (o governo argentino) está nos utilizando, como fez várias vezes antes. Quando um governo atravessa dificuldades, tende a desviar a atenção ao tema das Malvinas, que acredita que pode unir o povo”, disse ao periódico Jan Cheek, membro da Assembleia Legislativa das ilhas.

Diplomacia

O governo dos EUA pediu calma à Argentina e ao Reino Unido e solicitou que ambas as partes resolvam pelo “diálogo de boa fé” o impasse envolvendo a soberania sobre as Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos, segundo informa nesta quarta-feira, 24, a edição online do jornal argentino Clarín.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, P.J. Crowley, disse que a diplomacia dos EUA é neutra sobre a questão da soberania, mas reconhece o governo do Reino Unido sobre o arquipélago. Britânicos e argentinos também discutem sobre a possibilidade da exploração de petróleo nas Malvinas, onde acredita-se haver cerca de 18 bilhões de barris do hidrocarboneto.

Crowley assim resumiu a posição do governo de Barack Obama sobre o impasse. “Somos conscientes do tema e de sua história. Creio que somos neutros a respeito da soberania. E, sim, reconhecemos o governo britânico nas ilhas. Mas alertamos que nesses casos, como em outras áreas onde há disputas, a solução deve ser atingida por meio de um diálogo entre os dois países”, disse o porta-voz quando questionado se os EUA temiam que a questão poderia gerar conflitos entre Londres e Buenos Aires.

O representante do Departamento de Estado disse ainda que há a possibilidade de os EUA serem os mediadores da questão. “Geralmente, o primeiro passo em uma arbitragem é que os dois países peçam a uma terceira nação que seja o mediador. Se tivermos um pedido desse tipo de ambas as partes, poderemos considerá-lo”, explicou Crowley depois de um jornalista perguntar se o governo americano poderia assumir algum papel na disputa.

da Folha Online

O Irã informou aos inspetores nucleares que começará o enriquecimento avançado de urânio dentro de alguns dias, depois de preparativos feitos desde a última segunda-feira para esse passo à frente em seu programa nuclear, segundo um memorando confidencial da agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas) obtido pela agência de notícias Reuters.

Teerã anunciou nesta terça-feira que começara a enriquecer urânio a 20%, mas nota desta quarta-feira diz: “Disseram-nos que era esperado que a unidade iria começar a produzir a [urânio] a até 20% em poucos dias.”

A nota do diretor da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Yukiya Amano, disse que o Irã havia recalibrado 164 centrífugas, uma pequena fração de seus milhares de máquinas de enriquecimento, para o enriquecimento em maior escala, em sua usina-piloto de Natanz.

Amano sugeriu que estava preocupado pela falta de aviso prévio sobre a iniciativa, que as potências ocidentais dizem que eleva suspeitas de que o Irã está visando avançar para o limiar de 90% de enriquecimento, necessário para bombas atômicas –o que é negado por Teerã.

O chefe da AIEA diz na nota que a agência foi notificada pelo Irã do plano na segunda-feira e rapidamente pediu que o país não o colocasse em prática antes que os inspetores pudessem ajustar os seus procedimentos de monitoramento e obtivesse, esclarecimentos sobre a duração prevista do novo programa e seus detalhes técnicos.

“Na quarta-feira, quando inspetores da agência chegaram na usina-piloto, foram informados de que o Irã começou a alimentar o urânio pouco enriquecido em uma cascata [rede de centrífugas] na noite anterior para finalidades [de teste]“, diz o memorando.

Um diplomata familiarizado com as operações da AIEA disse à Reuters que a agência deveria ter sido alertada anteriormente.

“É uma tendência alarmante que só pode piorar. Parece que o confronto [com o Ocidente] vai crescer”, disse o diplomata.

Irã diz que a elevação do nível de enriquecimento visa somente a produzir combustível para manter funcionando um reator de medicina nuclear em Teerã.

Mais cedo nesta quarta-feira, o chefe de energia nuclear do Irã disse acreditar que uma troca de combustível nuclear com o Ocidente, ainda era possível, um dia depois que a iniciativa da República Islâmica para aumentar o enriquecimento levou a um aviso americano de sanções mais severas em breve.

Ali Akbar Salehi disse que se os detalhes da troca –proposta pelas potências do Conselho de Segurança mais a Alemanha, com apoio da AIEA– fossem acertados o Irã poderia parar de produzir urânio enriquecido.

Mas ele reiterou a exigência do Irã para uma troca simultânea de combustível em seu território. A condição pode complicar a negociação com as potências ocidentais, que querem que Teerã envie a maior parte de seu urânio pouco enriquecido, que poderia ser utilizado no futuro em uma bomba atômica, ao exterior antes de receber combustível mais enriquecido para seu reator de pesquisa médica.

Enquanto isso, o delegado-chefe dos EUA na AIEA, Glyn Davies, acusou os dirigentes iranianos de hipocrisia nesta quarta-feira por optarem pelo processamento próprio, dificultando as negociações, em vez de aceitar p plano internacional que garantiria que os isótopos médicos chegassem a doentes de câncer iranianos.

“Por que Teerã está jogando com a saúde e a vida de 850 mil pacientes iranianos com câncer do Irã em busca de tecnologia nuclear cada vez mais perigosa?” Perguntou Davies. “Essa iniciativa é insensível e fria.”

O presidente Barack Obama defendeu nesta terça-feira “sanções significativas” contra o Irã, e hoje o Departamento de Tesouro dos EUA impôs sanções contra uma firma de construção ligada à Guarda Revolucionária do Irã e quatro de suas subsidiárias.

A medida vem em meio a uma ampla campanha de Washington para convencer os colegas do Conselho de Segurança da ONU a aprovar a toque de caixa uma nova rodada de sanções contra Teerã.

Mas é incerto se os EUA conseguirão convencer a China a não vetar uma nova resolução com punições ao Irã, e mesmo se seria possível –mesmo com o voto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança– reunir os nove votos necessários para aprovas as medidas.

Com Reuters e Associated Press

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u692290.shtml

Líder da oposição pró-russa diz que Yulia Timoshenko deve aceitar derrota e sair do cargo de primeira-ministra

//

Yanukovich quer se aproximar da Rússia

Grigory Dukor/Reuters

Yanukovich quer se aproximar da Rússia

KIEV - O presidente eleito da Ucrânia, Viktor Yanukovich, pediu nesta terça-feira, 10, a renúncia da primeira-ministra, Yulia Timoshenko, para dar início à formação do novo governo. A Justiça eleitoral ucraniana confirmou hoje a vitória do candidato pró-Rússia na votação.

Eleições na Ucrânia:

linkYanukovich deve levar Ucrânia de volta à influência russa

“Peço que a primeira-ministra deixe o cargo e passe para a oposição”, disse Yanukovich. ” A base da democracia é a vontade do povo e os líderes democráticos sempre aceitam os resultados das eleições”.

Yulia afirmou ontem que iria à Justiça para tentar impugnar as eleições, sob alegação de fraude. Observadores internacionais sustentam que o processo eleitoral foi limpo.

Yanukovich ganhou as eleições com 48,95% dos votos, uma vantagem de 3,48 pontos percentuais sobre a rival.

O presidente eleito falou também da necessidade da Ucrânia de ter ajuda do leste e do oeste, em uma referência aos laços da ex-república soviética com a Rússia e da recente aproximação com a Otan e com a União Europeia. No entanto, Yanukovich afirmou que uma aproximação com Moscou e outros países da região será sua prioridade.

Posts mais antigos »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.